domingo, 12 de junho de 2011

Assembleia avalia movimento, mantém a greve e convoca ato público para segunda, 13/6, durante negociação

 
10/6/2011
 
Nesta sexta-feira, 10 de junho, funcionários e professores em greve realizaram uma assembleia de avaliação do movimento. A assembleia aconteceu no campus da FATEC/SP. Nas falas dos presentes, ficou patente uma grande indignação da categoria com a postura do governo de São Paulo com a educação pública do estado, em especial com a educação técnica e tecnológica.
 
A avaliação teve dois focos centrais:
 
- O movimento vem sendo marcado pela truculência da Superintendência do Ceeteps e do governo Alckmin, que não têm poupado medidas repressivas e de intimidação nas unidades em luta (substituição de grevistas, corte de ponto etc), inclusive a partir da desinformação e da divulgação de inverdades.
 
- A força da mobilização é a única responsável pela movimentação do governo Alckmin, que se viu forçado a divulgar um reajuste (11%) e a apresentar medidas como a progressão automática das faixas iniciais docentes, bem como as “promessas” de novas medidas para os funcionários até 20/6. A avaliação é que tais medidas são totalmente insuficientes frente ao enorme arrocho salarial que se abate sobre a categoria, mas que só vieram a partir do momento em que a categoria soltou a voz e foi à greve.
 
Indicativos
A assembleia aprovou a realização de um ato público na segunda-feira, 13 de junho , a partir das 14 horas, em frente à Secretaria de Desenvolvimento (Rua Bela Cintra, 847, próximo à estação Consolação do metrô). Neste mesmo dia, a partir das 15h30, está marcada uma negociação que envolverá os representantes do Sinteps/Comando Central de Greve, secretarias de Gestão e de Desenvolvimento, superintendência do Ceeteps.
Logo após o ato público e a negociação, será realizada nova assembleia de avaliação do movimento, no mesmo local.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A portas fechadas, governo “negocia” com governo. 8 diretores substituem os grevistas na “negociação”. Você, grevista, concorda com isso?

A portas fechadas, governo “negocia” com governo. 8 diretores substituem os grevistas na “negociação”. Você, grevista, concorda com isso?
25/5/2011

Nesta terça-feira, 24/5, a portas fechadas, o governo sentou-se para negociar com... o próprio governo.
Isso mesmo: a Superintendência e os titulares das secretarias de Gestão e de Desenvolvimento reuniram-se com diretores de unidade para “discutir” a greve. Parte considerável destes diretores são os mesmos que vêm pressionando os grevistas, chamando a polícia para coibir manifestações, colocando substitutos aos grevistas (ao arrepio da lei). Alguns destes diretores, inclusive, caluniam o Sindicato, dizendo que a entidade “sequer” procurou as secretarias de Gestão e de Desenvolvimento para negociar! Chega a ser ridículo!
Na opinião do governo, estes são os interlocutores do movimento grevista, que cresce vigorosa e rapidamente, como mostram os quadros de adesão publicados diariamente pelo Sinteps no site e no blog.
Aliás, uma pergunta a todos (governo e superintendência): Se a greve é “insignificante”, por que tanta preocupação?
Este é o governo de São Paulo, pensando em você!
Vamos aos fatos:
A reunião aconteceu no dia 24/5 e teve as seguintes presenças: Superintendência do Ceeteps (professor César Silva), Diretores de Etecs e Fatecs, Secretário de  Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (Paulo Alexandre Barbosa) e Secretário de Gestão Pública (Júlio Semeghini).
Na reunião, o professor César Silva “informou” que a progressão funcional “já tem seus critérios definidos”, e que representará um ganho de 5% para os administrativos e de 12% para os professores que a atingirem. (Obs. do Sinteps: Conforme divulgamos, a previsão é que não mais do que 10% da categoria progridam!).
Vários diretores de unidade se posicionaram, alguns deles destacando dificuldades que o governo já conhece: falta de servidores e professores, perda de profissionais para a “concorrência”, plano de carreira insatisfatório, ausência de data-base etc.
O secretário de Desenvolvimento, Paulo Alexandre Barbosa, revelou-se “preocupado com a valorização do professor” e apontou como perspectiva... o novo plano de carreira. O secretário de Gestão Pública, Júlio Semeghini, foi pela mesma linha, dizendo que a política do governo é de valorizar os cargos e salários no Ceeteps.
Os dois secretários abriram a agenda para uma outra reunião, no mesmo dia, com 4 diretores de ETECs e 4 de FATECs, além da Superintendência do Ceeteps, para abordar mais o novo plano de carreira e outras demandas. (Obs. do Sinteps: A atitude do governo, chamando para “negociar” os diretores de unidade, é pura provocação à categoria! Democraticamente nem sequer divulgaram, nos milhões de e-mails passados aos professores e funcionários via WebSai, quem são diretores e o que estão “negociando”!).

Cabe perguntar

O Sinteps pergunta aos "colegas diretores" qual foi a pauta de reivindicações da categoria que eles protocolaram nas Secretarias de Governo.
Quando foi fundada a entidade sindical diretiva que eles representam para negociar as reivindicações da categoria?
Quando foi a assembleia dos diretores que deflagrou a greve?

Basta de abusos!

O Sinteps impetra hoje mandado de segurança contra o Ceeteps, em razão do ordenamento ilegal de substituição de grevistas; contra as ameaças veladas e abertas aos grevistas; bem como contra o uso da máquina pública para coibir a greve.
O Secretário de Gestão, Júlio Semeghine, e o Secretário de Desenvolvimento, Paulo Alexandre Barbosa, se realmente desejam abrir as negociações com os grevistas, deveriam chamar o seu representante legal (o Sindicato), propor um reajuste maior e apresentar o tão famoso “modelo de estrutura de carreira” imediatamente, para que a comunidade possa discuti-lo democraticamente.
 

A greve é nossa voz

Nossa resposta é a mobilização. A greve cresce todos os dias e pressiona objetivamente a Superintendência e o governo! Fique atento às informações do Sindicato. 
 
 
A GREVE CONTINUA! GERALDO, A CULPA É SUA!

sábado, 14 de maio de 2011

A Greve será mantida de acordo com o Sindicato - SINTESP

Diante do ato que formalizou a greve geral das Etecs e Fatecs no último dia 13.05, estabeleceu-se que a greve com prazo indeterminado somente terá término com um acordo favorável para a categoria. O Sinteps que organizou a greve tem o apoio de funcionários administrativos, professores e alunos.

O Repórter do Povo esteve presente no ato e um grupo de professores disseram:
Os alunos com certeza são os mais prejudicados, mas pedimos paciência, pois se não aderirmos a greve neste momento, o Governo nada mudará na Educação das Escolas Técnicas, mas com certeza a categoria sairá fortalecida e os benefícios aos alunos virão logo em seguida.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Proposta de aumento de 11% "só nos fortaleceu", diz sindicalista sobre greve nas Etecs e Fatecs

13/05/2011 - 18h22

Proposta de aumento de 11% "só nos fortaleceu", diz sindicalista sobre greve nas Etecs e Fatecs

Karina Yamamoto
Em São Paulo
O anúncio de reajuste de 11%, ofecerecido aos funcionários e professores das Etecs (Escolas Técnicas) e Fatecs (Faculdades de Tecnologia), só "fortaleceu" o movimento grevista da categoria -- essa é a avaliação do sindicalista Robson Manfredi. Segundo ele, unidades que ainda não haviam decidido sobre a paralisação começaram a aderir após esse anúncio.
Manfredi explica que os professores e funcionários acharam pouco, principalmente diante dos 42% prometidos aos professores nos próximos quatro anos pelo governo estadual paulista.
O Sintesp (Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza) estima adesão de 50% dos funcionários e docentes, cerca de 8.000 profissionais. Nas assembleias setoriais realizadas no começo da semana, cerca de 70 unidades estavam dispostas a cruzar os braços.
Segundo a assessoria de imprensa do Centro Paula Souza, haverá adesão parcial em apenas 5,4% das unidades. No levantamento realizado por eles, não haverá paralisação em 84,9%. Foram computadas informações de 239 unidades que responderam à consulta até o momento. No total o Centro administra 247 unidades.
A Assessoria esclarece que as aulas não dadas serão repostas.

Reivindicações

O movimento grevista pede 82,7% de reajuste para os docentes e 97,5% para os funcionários -- segundo o Sintesp, a Fipe levantou que as perdas salariais são de 58% para os docentes e 72% para os funcionários.
O governo anunciou ontem (12) aumento de 11% aos profissionais contratados pelo Centro Paula Souza -- o salário inicial para jornada de 40 horas passa de R$ 2 mil para R$ 2.220,00 para os professores das Etecs, e de R$ 3.600,00 para R$ 3.996,00 para os docentes das Fatecs.
Segundo o sindicato, a maioria dos professores são "horistas" -- e, para eles, o que vale é o valor da hora-aula. Nas Etecs, a hora-aula passa de R$ 10 a R$ 11,10 e, nas Fatecs, de R$ 18 a R$ 19,98.
Na próxima sexta-feira, o comando do movimento tem reunião marcada para decidir se a greve continua.

ATO DO DIA 13/05 LANÇA GREVE

ATO DO DIA 13/05 LANÇA GREVE dos funcionários e professores das escolas técnicas (ETECs) e faculdades de tecnologia (FATECs).

Um grande ato nesta sexta-feira, 13 de maio, com mais de 500 pessoas, lançou a greve dos funcionários e professores das escolas técnicas (ETECs) e faculdades de tecnologia (FATECs).
Funcionários, professores e estudantes vindos de várias cidades do estado, participaram da atividade, realizada no campus da FATEC/SP. Falando em nome do Sinteps, sindicato que representa a categoria e faz parte do Fórum das Seis, a presidente Neusa Santana Alves lembrou que o governo vem impondo uma política de destruição do Centro, com um acelerado processo de expansão nos últimos anos, sem a contrapartida de recursos. “Nossas escolas não conseguem contratar novos professores, pois poucos se sujeitam a receber essa miséria”, disse.

Professores de Etecs e Fatecs fazem ato público nesta 6ª; categoria pode entrar em greve

13/05/2011 - 07h15
 
Professores de Etecs e Fatecs fazem ato público nesta 6ª; categoria pode entrar em greve
 
Da Redação - São Paulo
Professores e funcionários das Etecs (Escolas Técnicas) e Fatecs (Faculdades de Tecnologia) estão programando paralisação das atividades e um ato público nesta sexta-feira (13), às 14h em frente à Fatec do Bom Retiro, em São Paulo.
Os servidores farão assembleia para decidir se a paralisação da sexta será convertida em uma greve por melhores salários.
Os participantes vão avaliar se aceitam a proposta do governo estadual de 11% de aumento anunciada ontem. Segundo o governo, a medida atinge mais de 17.000 servidores.
O movimento reivindica reajuste de 58,90% para os docentes e 71,79% para funcionários administrativos. Já o governo oferece, a partir de 1º de julho, um aumento de R$ 2.000 para R$ 2.220 para os professores das Etecs, e de e de R$ 3.600,00 para R$ 3.996,00 para os docentes das Fatecs. Está previsto também para este ano um novo plano de cargos e salários.
“Esperamos reunir cerca de 300 pessoas no ato”, diz Silvia Elena de Lima, diretora do Sintesp (Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza). Além do reajuste, os trabalhadores pedem também alterações no vale-alimentação e no vale-transporte, cursos de atualização profissional e aumento do adicional para jornada noturna, entre outros.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/05/13/etecs-e-fatecs-decidem-nesta-sexta-se-comecam-greve.jhtm

Ato Público Reivindica Melhores Condições

Hoje 13 de maio em SP iniciou às 14 horas no campus da FATEC/SP (Praça Coronel Fernando Prestes, nº 74, ao lado da estação Tiradentes do Metrô) o ato de lançamento da greve dos professores e funcionários do Centro Paula Souza.

Alckmin anuncia reajuste salarial para o Centro Paula Souza

Alckmin anuncia reajuste salarial para o Centro Paula Souza
12/05/2011 - 17h57m - Quinta-feira
Divulgação
Aumento de 11% vai valorizar salário de mais de 17 mil docentes e servidores

O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta quinta-feira, 12, um reajuste salarial de 11% para professores e servidores administrativos do Centro Paula Souza. A proposta de aumento será submetida à Assembleia Legislativa do Estado e deve beneficiar mais de 17 mil profissionais - professores das Escolas Técnicas (Etecs) e das Faculdades de Tecnologia (Fatecs) e servidores administrativos da instituição. A proposta abrange também os inativos.

Fonte: http://www.jornaldeitupeva.com.br/noticia.php?id=110512175755